segunda-feira, 5 de maio de 2014

Esses moços, pobres moços

Autor: Edson Osni Ramos (Cebola)

Esses moços, pobres moços.....
O velho Lupicínio tinha razão!
Os nossos queridos jovens de hoje, tão críticos em relação a tantas coisas, aos pais e professores, por exemplo, e tão passivos em relação a maioria das outras!
Depois de assistir a matéria do Fantástico em relação à (in)correção de redações do Enem, fico a perguntar: porque os nossos jovens ficam passivos diante de tamanhos desmandos? Em tese, deveriam ser os maiores interessados, pois está no Enem uma parcela importante do futuro de muitos deles.
Passam tanto tempo "teclando" e enviando torpedos, mensagens e afins, mas....
Esses moços, pobres moços.....
Este ano tem eleições para Presidente da República, sabiam?
Tempos atrás, isso era um sonho, acalentado por muitos jovens, que confabulavam e trocavam ideias apenas atrás de portas fechadas, ao pé do ouvido.
Que haverá Copa do Mundo, todos sabem, pois as redes sociais falam nisso o tempo todo.
Esses moços, pobres moços.....
Tristes moços, que nunca brincaram de pião ou bolinha de vidro, cujos cavalos de pau foram apenas os dos carros possantes. Que jamais fizeram/ganharam uma serenata, pois, hoje, como fazer uma serenata? (ou então, o que é uma serenata?). Se alguém sair a noite com um violão ou violino nas costas ou é assaltado ou é preso!
Esses moços, pobres moços.....
Então tornam adultos e ficam reféns de psiquiatras e psicólogos (ainda bem que existem bons profissionais nestas área, se não seria muito pior), que ficam atrás de ansioliticos para "matar" suas angustias e depressões.
Esses moços.... Vamos acordar, gurizada!!! E cantar, criar, gritar, defender ideias! Sem a necessidade de fechar ruas ou quebrar ônibus, defendendo ideias e não formando quadrilhas! É muito melhor do que apenas criticar e nada fazer para melhorar!!!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Eclipse lunar - 15 de abril de 2014


 Autor: Edson Ramos (Cebola)

Ocorre eclipse lunar quando a Terra está posicionada entre o Sol e a Lua (noite de lua cheia), de tal forma que a esta fica encoberta (parcial ou totalmente) pela sombra da Terra.
Didaticamente, dizemos que a sombra da Terra é composta por duas partes: um núcleo interno escuro chamado de umbra (ausência de luz), e uma parte externa menos escura, chamada de penumbra (pontos com sombra intercalados com pontos com luz).
Dependendo das condições atmosféricas, por exemplo, excesso de partículas em suspensão no ar, (poluição), ao invés de ser completamente escura a parte interior onde deveria ser sombra pode apresentar uma tonalidade desde cobre, passando pelo alaranjado-vermelho até no preto quase total, por conta da luz que passa pela atmosfera em torno da Terra (refração).
Este eclipse poderá ser visto aqui de Florianópolis, exatamente na noite da primeira lua cheia da primavera no hemisfério Norte (aqui, a primeira lua cheia do outono), que corresponde à pascoa judaica. O eclipse começará, para nós, exatamente à 1 h e 54 min, estendendo-se até às 7 h e 38 min. O ponto máximo (eclipse total) se dará às 4 h e 46 min.


Na antiguidade os eclipses eram confundidos com premonições divinas de tragédias e cataclismas, sendo as noites de eclipses chamadas de noites de sangue.

Claro que isso é uma tremenda asneira, pois é apenas mais um dos belos e divinos fenômenos da natureza, obra e graça do Senhor Deus!!


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Feliz ano novo!!!

Os primeiros relatos de comemoração de um novo ano vem da região conhecida como Mesopotâmia (atual Iraque), em 2000 aC.  Na época, os babilônios (que lá habitavam) festejavam a mudança da lua nova indicando o equinócio da primavera (do hemisfério norte), quando a posição solar se aproxima da linha do equador e a duração dos dias e das noites é a mesma. Isso corresponde, no nosso calendário gregoriano, a 19/20 de março.
Os antigos assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano-novo no atual mês de setembro (23/24). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 e 22 do mês de dezembro.
Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia no calendário para a comemoração da “virada do ano” (provavelmente em 753 aC). Para eles, o novo ciclo começava em torno de 1º de março (de nosso calendário). Em 153 aC esta data foi alterado para 1º de janeiro, que foi posteriormente foi  mantida quando da adoção do calendário juliano, em 46 aC. A data está relacionada ao deus romano Janos (origem do nome: janeiro), o Deus dos “portões”, que tinha duas faces, uma voltada ai passado e outra, ao futuro (como um portão).
Somente a partir de 1582, quando a Igreja de Roma adotou o calendário gregoriano (derivado do juliano), o chamado mundo ocidental passou a comemorar a data em si: 1º de janeiro é a entrada de um novo ano.
Alguns povos e países comemoram em datas diferentes. Ainda hoje, na China, a festa da passagem do ano começa em fins de janeiro ou princípio de fevereiro. Durante os festejos, os chineses realizam desfiles e shows pirotécnicos. No Japão, o ano-novo é comemorado do dia 1º ao dia 3 de janeiro.
A comunidade judaica tem um calendário próprio e sua festa de ano-novo (Rosh Hashaná – a festa das trombetas) dura dois dias do mês Tishrê, que ocorre entre setembro e outubro do calendário gregoriano. Para os islâmicos, o ano-novo é celebrado em meados de maio, marcando um novo início. A contagem corresponde ao aniversário da Hégira (em árabe, emigração), cujo ano zero corresponde ao nosso ano de 622.
Assim, comemore seu ano novo, em sua língua, não importa qual seja, em sua data, também não importa qual é,  pois mudanças para melhor devemos tentar todos os dias: buon anno, feliz año, godt nytår, מזל נייַ יאָר, bonne année, glückliches neues jahr, happy year, feliç any nou, beatus anni!
Ou, simplesmente, feliz ano novo! Que o Senhor Deus esteja em nós durante todo este ano que se aproxima! Que sejamos pessoas boas, dignas de habitar  o planeta Terra!!
Feliz 2014!!!!
Prof. Edson Osni Ramos (Cebola)


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O Deus de Spinoza

As palavras abaixo são de Baruch Spinoza, judeu de família portuguesa, nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. 
Certa feita, perguntaram a Albert Einstein (judeu alemão, nascido em Ulm, em 1879, falecido em Princeton - USA , em 1955) se ele acreditava em Deus. Ele respondeu que "acreditava no Deus de Spinoza. 
Fonte: "Einstein viveu aqui", de A. Pais, ed. Nova Fronteira".
É um texto polêmico, mas atual.
Boa leitura!!!

DEUS SEGUNDO SPINOZA   (Deus falando com você)

"Para de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Para de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste
comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Para de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti."

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O céu dos animais

O céu dos animais

Edson Osni Ramos (Cebola)

- crônica para minha filha Beninha -

Quando a gente era pequenino, nos ensinaram que se fôssemos bons a vida toda, iríamos para o céu. Se não,...
Esse típico pensamento judaico-cristão permeou nossas vidas desde sempre. Claro que, quando pequeno, muitas vezes fiquei com medo. Depois de aprontar algumas (muitas), sempre rezava e pedia perdão a Deus, “arrependido” da falta, “prometendo” não mais cair em tentação, para que, óbvio, minha conta com o Criador estivesse no “crédito”.
Depois de adulto, tantas são as coisas a pensar e fazer, que esses conceitos são deixados de lado, felizmente, e passamos a viver plenamente. Acho que em minha vida fiz mais coisas boas dom que ruins.
Também lembro de que no livro sagrado consta que Deus criou o céu, a terra, o homem e a mulher, as plantas e o animais, enfim tudo o que temos. Então, quando criança, também pensava: será que existe céu para os animais? Certamente o cachorro do “seo” Tavico, nosso vizinho na Ponta de Baixo, era candidato certo ao inferno, pois sempre vinha enfezado ao meu encontro. Uma vez até me mordeu, aquele desgraçado!!! Tudo bem que sempre que ele estava na corrente eu o atiçava, provocando-o. Mas disso eu estava salvo, pois pedia perdão a Deus!
Muito tempo depois, com a família crescendo, apareceram, pelos filhos, os animais domésticos. E neste quesito, coloco nossos cães e cavalos.
Sobre os cavalos, tenho uma tese: tolo de quem pensa que é dono de um cavalo. No máximo, o cavalo é dono da gente. Tive um, o Garoto, que era sensacional. Um matungo do qual ninguém gostava de andar, mas que comigo virava um puro sangue inglês. Era incrível a empatia entre nós, levando alguns provocadores a dizer que em outras vidas deveríamos ter sido parentes próximos. Digo, sem erro, que o Garoto era meu amigo. Quando o encilhava para uma cavalgada, ele já caminhava para um local existente no pátio, para eu montar sem esforço algum. É que tenho um problema no joelho, há muitos anos, que dificulta flexionar a perna, então fizemos uma espécie de “escada natural”, onde eu subia com facilidade. Quando eu o encilhava para outra pessoa andar, ele nem se mexia do lugar, o outro é que “se danasse”, para montá-lo. Mas ele fazia isso sem eu dizer nada. Como sabia? Não sei!
Um dia o Garoto se foi, em agosto de 2011 ele foi atingido por um raio, bem pertinho de casa. Morreu fulminado, aos 20 anos, uma idade já avançada para um cavalo.
Chorei!
Tivemos ainda o Fluck e a Tuca, dois cães, “stray dogs” legítimos, que acompanharam meus filhos crescer e ajudaram em suas formações. O Fluck era um pastor alemão em corpo de pequinês, o que o deixava inconformado. Tinha a cabeça e o pelo de pastor alemão, mas o corpo... ridiculamente pequeno. Latia feroz para tudo e para todos, esquecendo seu tamanho. Apanhou muito de outros cachorros. Mas era um amigão. Chegou aqui em casa quando meu filho era pequeno, e eles logo se afeiçoaram. Lembro de que um dia estavam brincando debaixo do limoeiro, quando ouvi uma gritaria: “mordeu, mordeu, está saindo sangue!!” Saí furioso, pensando que o Fluck havia mordido “minha criança”. Foi o inverso!... rsrsrs....
Somente fiquei brabo com ele no dia em que comeu uma das minhas codornas, que havia escapado do viveiro. Foi um grande cão de guarda, apesar do tamanho, que não perdoava se aparecia alguma cobra ou rato no quintal. Matava a patadas e, depois, ficava esperando até eu chegar e agradecer. Também se foi, e tive que autorizar a injeção para faze-lo parar de sofrer. Com 13 para 14 anos.
Tivemos a Tuca, uma vira-lata com olhar triste e coração gigante, com pelo de dálmata. Morou conosco em Fpolis e em Rancho Queimado, e onde eu ia, ela estava junto. O curioso é que em Rancho Queimado ela vivia entrando dentro de casa. Em Fpolis, jamais entrou!
Quando íamos jogar dominó, ela ficava enrolado nos meus pés a noite toda.
Foi o animal mais carinhoso que conheci! No final, tivemos que leva-la de volta para morar em Fpolis, pois ela estava perdendo o senso de direção. E se perdeu várias vezes nos pastos e matos do nosso rancho”.
Um dia ficou muito doente e a levei ao veterinário. Não mais voltou, aos 17 anos.
Foi muito triste!
Agora foi a vez da Kiara, uma poodle que minha filha caçula ganhou quando era pequenina. A amizade das duas foi um dos belos quadros de nossa família. Sempre serelepe e saltitante, aprontou todas aqui em casa, o que me fez jurar jamais ter outro cachorro dentro de casa. Mas...
Ela chegou a roubar queijos da mesa, bifes do prato, etc. Mas era adorável!
Quando íamos para Rancho Queimado, ela sempre ia junto. Lá, era ela quem mandava no pátio, embora tenhamos o Simba, que é umas dez vezes maior e mais pesado que ela. E que tem fama de cão bravo. Ela fazia gato e sapato do Simba e de todos nós.
Quando minha caçula viajava, ela ficava triste, só voltando “as boas” quando do retorno. Sempre latindo e esperando que déssemos alguma comidinha.
Pois nessa semana, ela também se foi!
E o mais triste foi vez a tristeza de minha filhinha!
Hoje, tenho a certeza de que existe uma “continuação” para nós humanos, que algumas pessoas chamam de céu. Tenho isto em função dos amigos que já se foram. Mas, também, credito que exista um “céu dos animais”, porque “espíritos” tão belos não podem se perder, como uma folha seca que cai.
Estava pensando, houve uma época em que esses quatro “animais” estavam conosco. Brincando, brigando, saltitantes, ofegantes, latindo, sorrindo, uivando, rosnando, correndo, galopando. Sempre nos protegendo, dando o alarme quando da chegada de quem quer que seja.
Agora devem estar fazendo isso tudo no céu!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Curso de graduação em Medicina passará de 6 para 8 anos!!



- por Edson Osni Ramos (Cebola)

"O curso de medicina passará de 6 para 8 anos a partir de 2015. A mudança integra um pacote de medidas anunciado nesta segunda-feira, 8, pela presidente Dilma Rousseff para ampliar a oferta de médicos no País e melhorar a formação dos profissionais. Definida numa Medida Provisória, a ampliação deverá ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Educação, num prazo de 180 dias."
Fonte: www.estadao.com.br"

Mas, e a autonomia universitária, de decidir como gerenciar seus cursos, acabou?
Não sou contrário a aumentar a carga horária de alguns cursos, mas isso tem de ser discutido com as instituições e com os conselhos que regulam as profissões.
E tem mais uma pergunta: e os médicos que vem do exterior, também serve para eles o tempo de duração mínimo dos cursos?
Ah, dona Dilma .... ah, Brasil!!!!!!

A seguir, o complemento da matéria, divulgada pelo Estadão.

"O programa, batizado de Mais Médicos, inclui ainda o recrutamento de profissionais estrangeiros para trabalhar em áreas prioritárias, a abertura de 11.447 novas vagas para graduação e outros 12.376 postos de especialização em áreas consideradas prioritárias até 2017. O novo formato do curso de Medicina é inspirado no modelo existente em países como Inglaterra e Suécia, diz o Ministério da Saúde.

Concluído o curso de seis anos, o estudante passa para um segundo ciclo, de dois anos, onde terá de atuar em serviços públicos de saúde. A exigência do segundo ciclo será universal: tanto para estudantes de instituições da rede pública quanto privada da ensino.

No período em que trabalharem nos serviços públicos de saúde, estudantes receberão uma bolsa, financiada pelo Ministério da Saúde. Os valores ainda não foram definidos. O governo calcula, no entanto, que ela ficará entre o que é concedido para as residências médicas (R$ 2,9 mil mensais) e o que é pago para profissionais inscritos no Provab (R$ 8 mil). "


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Enem - assuntos mais abordados


ENEM - ASSUNTOS MAIS ABORDADOS




Segundo a Revista Veja, analisando as últimas três edições do Enem (2009-2010-2011), das 540 questões formuladas (135 por área), observa-se alguns dados interessantes para que o aluno.
O estudo revela, por exemplo, que, na prova de ciências humanas, o período republicano da história do Brasil e meio ambiente estão entre os assuntos mais recorrentes, motivando 15 questões, no primeiro caso, e 11, no segundo, desde 2009. No caso da avaliação de matemática, funções registrou o maior número de ocorrências: 27. Na prova de ciências da natureza, as campeões são as questões de físico-química, com 19 ocorrências, ecologia com 15 questões e eletricidade e mecânica, com 11 cada. Na avaliação de linguagem, interpretação textual aparece na frente, compondo 56 questões. É importante lembrar que, devido à interdisciplinaridade do exame, algumas questões tratam de mais de um conteúdo disciplinar (história do Brasil Colônia e do Brasil Império, por exemplo). Daí, o número de ocorrências apresentadas pelo levantamento superar o número total de questões avaliadas.

Em relação às Ciências da Natureza, embora muitas das questões sejam interdiscplinares, chegou-se aos dados apresentados a segui.

FÍSICA
- Eletricidade - 11 questões
- Mecânica - 11 questões
- Óptica - 5 questões
- Termologia - 4 questões
- Ondulatória - 3 questões

QUÍMICA
- Físico-química - 19 questões
- Qúimica geral - 14 questões
- Atomística - 5 questões
- Meio ambiente - 5 questões
- Química orgânica - 4 questões

BIOLOGIA
- Ecologia - 15 questões
- Genética - 10 questões
- Reino do mundo vivo - 8 questões
- Fisiologia animal - 7 questões
- Citologia - 4 questões
- Parasitores - 4 questões
- Programa da saúde - 4 questões
- Evolução - 2 questões

Embora, em muitas situações, as questões sejam tão abrangentes que se torna difícil dizer qual é o principal tema abordado, em função da interdisciplinaridade, este é um estudo que pode ser útil na preparação para as futuras provas.
Abraço a todos.
Prof. Edson Cebola

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Superlua Cheia


 SUPERLUA CHEIA

Amanhã, sábado 5 de maio de 2012, teremos a oportunidade de mais uma vez observarmos um fenômeno natural muito bonito: a chamada superlua cheia.

 Foto: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2012-05-04/lua-aparece-mais-brilhante-no-sabado.html

A cada 27,3 dias (algumas pessoas costumam arredondar para 28 dias, mas é errado), a Lua executa uma volta completa ao redor da Terra, que é o período entre uma lua cheia e outra. O movimento de translação da Lua ao redor da Terra, como o da Terra ao redor do Sol, é elíptico e, em alguns momentos a Lua se aproxima mais da Terra (dizemos que está no perigeu de sua órbita); em outros se afasta (apogeu da órbita).
Normalmente, uma vez a cada ano terrestre ocorre fenômeno bastante interessante, que é quando a Lua está no perigeu e o movimento da Terra ao redor do Sol faz com que ela se aproxime mais do que o normal. É o que ocorrerá amanhã,  a chamada superlua. O nosso satélite natural vai passar cerca de 357 mil quilômetros de distância da Terra (24.600 quilômetros mais perto que a distância média).
Essa proximidade fará com que a Lua pareça estar 14% maior, mas a diferença aparente é tão pequena que será muito difícil de detectá-la a olho nú. De qualquer forma, a visão deverá ser muito bonita.
Como qualquer outra lua cheia, a superlua parecerá maior quando estiver perto do horizonte, por causa do fenômeno conhecido como paralaxe, que alguns chamam, também erradamente, de ilusão de óptica. Porém, será às 23 h e 34 min (horário de Brasília) que a Lua estará mais próxima da Terra.
Essa superlua terá um efeito facilmente perceptível para quem mora na beira da praia. Ela proporcionará marés maiores que as comuns,  por causa de seu alinhamento com o Sol e a Terra (interação gravitacional entre os astros).

Em relação ao nosso satélite natural, acesse: http://www.pascal.com.br/nosso-vizinho-mais-proximo-a-lua

terça-feira, 1 de maio de 2012

Bem-vindo, Ayrton!

BEM-VINDO, AYRTON!

 Autor: Edson Osni Ramos
                        
 (para Guilherme, meu filho, que comigo chorou...)

              O rebuliço era geral.   
            Dois Arcanjos corriam desenfreadamente ao encontro de São Pedro, para relatar a boa nova.  Tentavam falar ao mesmo tempo, o que deixava o velho Santo vermelho de indignação.
            - “Mais devagar, mais devagar!  Isto aqui deve ser um lugar de calma e paz celestial!  Fala um de cada vez, senão é impossível entender...”
            - “Ele vem aí, ele vem aí”, diziam freneticamente...
            - ”Ele quem, Gabriel?”
            - ”O campeão, o campeão, diziam em coro”, não escondendo a emoção...
          O velho Santo coçou as longas e brancas melenas, cofiou a barba, há muito por fazer.  Resmungou consigo mesmo, como de costume...
            - “Depois o Chefe se queixa quando alguém reclama que Ele é brasileiro.  É só eles não apresentarem bons resultados aqui e Ele logo manda chamar reforços...”
            - “E que reforço, e que reforço! “ o coro dos anjos era, digamos, angelical...
            A notícia logo se espalhou.  Em cada canto, em cada botequim celeste, no meio de cada jardim, de cada éden, o comentário era um só, de incredulidade:
            - “Mas, assim tão cedo!  Não era para o Chefe ter esperado mais alguns anos?!?“
            - “É, Ele está realmente sendo influenciado pelos brasileiros.“
            - “Well, isto ser deslealdade!!“ Obliterou um velho inglês, de boné quadriculado e bigode grisalho, ao lado de um seu compatriota, também de chapéu quadriculado e bigodinho aparado, só que bem mais alto.
            - “Well, isto ser bom para meu pequeno Damon.” 
            - ”Mister Hill!” sussurrou-lhe o companheiro, dentro da mais perfeita fleuma britânica...  ”O senhor ainda está preocupado com as terrenas coisas, em detrimento de outras celestiais...”
            - ”Mister Chapman...  Só querer que pequeno Damon seja primeiro piloto de nossa inglesa equipe...”
            Enquanto os dois ingleses caminhavam em busca de mais um copo de gin, a "bebida dos deuses" (Isto aqui é heresia!, protestava alguém perto), iam pensando em como recepcionar o que estava chegando...
            Colin Chapman e Graham Hill, pretendiam uma festa a altura, dentro da mais perfeita ordem.
            A notícia também chegou aos brasileiros.
            - Finalmente! Finalmente!
            A legião de fãs não era só de compatriotas.  Anjos de várias nacionalidades e até alguns santos eram só sorrisos.  Os brasileiros diziam que o Chefe só se preocupava em dar alegrias automobilísticas aos brasileiros de lá. Aqui só o Môco (o José Carlos Pace) e o velho Chico Landi é que às vezes conseguiam alguma coisa. 
            - ”Mas, também!  Enfrentar o Gilles e o Jim, não é mole!”
            Claro, Gilles Villeneuve e Jim Clark, ao lado de Jochen Rindt e Ronnie Petterson estavam levando tudo nas últimas temporadas.  Aliás, os escoceses diziam entre goles de um divino scoth, que durante os próximos séculos dificilmente alguém superaria o Jim.  Evidentemente havia os que protestavam.
            Entre os brasileiros só o João Saldanha reclamou.  E o fez no seu programa na TV "Céu para Todos", Sublime Futebol, o SF que, aliás, deveria ser Santo Futebol. É que o João não gostou do nome, "não fica bem, prá um comunista como eu, esse nome, né?!".  O querido João continuava o mesmo, sempre reclamando com aquela sua irreverência...
            - ”Mas o Chefe deve tá louco.  Eu pedi reforços para o futebol...”
            - “João, o Dener já chegou, e eu ainda consigo dar uns driblinhos“, dizia ao seu lado um magro Mané Garrincha, aqui também chamado de "Anjo das Pernas Tortas"...
            - “É sempre assim, é sempre assim“, resmungava o João... “Aqui, como lá, só ligam prás corridas... Coisa mais sem graça.“
            Aliás, o Mané só conseguiu entender o que era uma prova de fórmula 1 quando chegou aqui.
            - “Lá eu também achava sem graça, jamais entendia qual era o placar final!“  Era o Mané de sempre, com sua doce ingenuidade.
            Os políticos queriam organizar uma recepção ao novo companheiro.
            Bem, políticos aqui havia muito poucos, a maioria aportava em outras plagas, por isso mesmo eram respeitadíssimos.   Chegaram até em falar em convidar o "Alferes" para o discurso ... 
            - “O Alferes é de outra época, o máximo que ele se interessa agora é em agulhas esterilizadas e radiografias dentárias... “, justificavam o ato de não convidá-lo.
            - “Mas temos que recepcioná-lo, de fazê-lo ver o quanto é querido e amado aqui.“

            O velho Santo apareceu para botar ordem na zorra que estava se armando. Parece que um "trio elétrico " já estava contratado.  Diziam que até o Raul Seixas ia cantar nele o seu "Tente outra vez"...
            Uma escola de samba estava sendo formada, a "Unidos do Morro Santo", que desfilaria com o tema, "Pilotado por nós, guiado pelo Senna".
            São Pedro ia a loucura com os brasileiros.    
            - “Ordem, ordem, meus anjos... Isto aqui não é o Brasil....  Por favor, ordem, senão o Chefe chega e vai achar que deixei entrar alguns que deveriam ainda fazer o estágio no lado de lá...  Ordem!!!“
            Era difícil conter a galera.   Carruagens celestes eram pintadas de verde e amarelo. Até cavalos alados, com suas crinas escovadas, imaculadamente brancas, tiveram boné do Banco Nacional colocado na cabeça, tudo organizado de acordo com o padrão dos "da terrinha".  Um dos organizadores da recepção falava aos gritos:
            - “Quando ele chegar gente faz assim, corre, pega ele e carrega nos braços até a sala do Chefe.  É claro que o Chefe vai querer falar com ele, dar-lhe um abraço.“
            - “Minha nossa!  Pensavam outros...  “
            Como sentiu que o velho Santo estava em apuros, o próprio Chefe, dentro de sua onipresença, veio aos brasileiros...
            - “Mas, em Meu Nome, por que todo esse barulho???“
            Todos, em silêncio, sorrindo de felicidade, da boca para dentro, ou seja, com o coração, ajoelharam-se diante da Sagrada Presença, e sem nenhum murmúrio demonstraram ao Todo Poderoso toda a alegria pelo Anjo que estava chegando.
            O Senhor entendeu-lhes e ajudou-os a fazer as faixas e "Boas Vindas".

            O próprio Senhor foi a frente da comissão celestial de recepção.  Todos, emocionados, ao ver aquele jeito de caminhar, de sorrir, do recém-chegado, disseram a uma só voz:
            - “Bem-vindo, Ayrton...  ao pódio da eternidade!“
            E, então, enquanto alguns cantarolavam a musiquinha da vitória, outros esfuziantes gritavam:
            - “Ayrrrrrrton Seeeeenna do Céu do Brasillll.“
    
            Naquela noite, no Paraíso, os dois ingleses ainda comentavam...
            - "Well,  Mister Hill, esse Anjo ser demais..."
            -  "Havens !  Ser mesmo, Mister Chapman..."

            Na mesma noite, no firmamento do Brasil, uma nova estrela surgiu.
            Tomara que ela continue a aquecer o coração de nós, brasileiros...


GLOSSÁRIO

- José Carlos Pace (Môco): piloto de Fórmula 1, vencedor do GP do Brasil de 1977, faleceu em um acidente aéreo naquele mesmo ano.
- Chico Landi: piloto, de época anterior à Fórmula 1, chegou a vencer provas na Europa, faleceu em 1989, em São Paulo.
- Jim Clark: bi-campeão de Fórmula 1 em 1963 e 1965, faleceu em uma prova de Fórmula 2 em 1968, na Alemanha.  Era considerado um gênio que ainda poderia ser campeão novamente e o mais técnico piloto de automobilismo em todos os tempos, até o surgimento de Ayrton Senna da Silva.
- Gilles Villeneuve: piloto genial, faleceu no ano em que tinha tudo para ser campeão, 1982, em um treino para o GP da Bélgica.  Seu filho, Jacques Villeneuve foi campeão de Fórmula 1 na temporada de 1997.
- Jochen Rindt: piloto austríaco, campeão mundial em 1970 ("post morten", pois faleceu nesse mesmo ano, em Monza, antes do término do campeonato).
- Ronnie Petterson: piloto sueco de muita habilidade, vencedor de várias corridas sem, contudo, ter-se sagrado campeão.  Faleceu em Monza, em 1978.
- Collin Chapman: dono da equipe Lotus, contratou Senna em 1985, tendo falecido antes de vê-lo concretizar sua profecia de que ali estava um campeão.
- Graham Hill: bi-campeão de Fórmula 1, em 1962 e 1968, já havia parado de correr quando faleceu em um acidente aéreo em 1976.  Era chamado de Mister Mônaco por ter vencido cinco vezes o GP de Mônaco (depois dele, Prost venceu também cinco vezes e Senna, seis vezes, cinco das quais consecutivas, nesse famoso circuito).  É pai do piloto Damon Hill, último companheiro de Senna na equipe Williams e campeão da temporada de 1996.
- João Saldanha: técnico, jornalista, homem do futebol.  Foi militante do partido comunista e, acima de tudo, um ser humano fabuloso.  Faleceu em 1990, na Itália, durante a Copa do Mundo.
- Dener: jogador de futebol, jogou no futebol paulista, gaúcho e carioca, tendo falecido em 1994, em acidente automobilístico.  Era considerado um jovem jogador de muito futuro.
- Mané Garrincha: gênio do futebol, só comparável a Pelé.  Bi-campeão mundial nas copas de 1958, na Suécia e 1962, no Chile, onde foi considerado o principal jogador daquele mundial. Faleceu em 1982.
- Raul Seixas: gênio da música brasileira.  Faleceu em 1989.  Segundo alguns, Raul não morreu, virou luar...
- Ayrton Senna: imortal...


Essa crônica foi escrita em 2 de maio de 1994, tendo sido revista e publicada em 2008. Faz parte do livro "Essas mulheres e outras histórias", de Edson O. Ramos, editora Bernúnica, Florianópolis.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Casa em que vivemos: o Planeta Terra

Vivemos em um planeta curioso, a Terra. Não é o maior (Júpiter), nem o menor (Mercúrio) do Sistema Solar. Em compensação....
Para ver mais, acesse: http://www.pascal.com.br/a-casa-em-que-vivemos-o-planeta-terra

Para alunos do Energia - abril - 2012

PARA ALUNOS DO ENERGIA - 2012-1

Abril - 2012

Amigos, infelizmente pessoas desconhecidas estão entrando nesse espaço e usando nossas aulas. A partir de agora, as aulas serão disponibilizadas apenas através do site do Energia (www.wenergia.com.br), no espaço restrito dos alunos.
Aqui e no blog do Pascal (www.pascal.com.br) serão disponibilizados textos e afins, principalmente tendo como meta o Enem.
Abraço a todos
Prof. Edson Cebola


quarta-feira, 21 de março de 2012

Aniversário de Florianópolis


PARABÉNS FLORIANÓPOLIS
286 de Emancipação Política

Você sabia que nossa Capital (e também Porto Alegre, a capital dos gaúchos) já fez parte do território da então Vila De Santo Antônio dos Anjos da Laguna, hoje Laguna, SC?
Para ver mais, acesse:
http://www.pascal.com.br/23-de-marco-aniversario-de-florianopolis/

segunda-feira, 19 de março de 2012

São José da Terra Firme - 262 anos


SÃO JOSÉ DA TERRA FIRME
262 ANOS



Edson Osni Ramos (Cebola)


Há exatamente 62anos, neste dia 19 de março, São José, SC, completava seu bicentenário de fundação.

Diferente de Florianópolis, que comemora sua data de emancipação política, São José da Terra Firme comemora a fundação do povoado, em 1750, com a chegada de 182 casais de açorianos, oriundos das Ilhas do Pico, Terceira, São Jorge, Faial, Graciosa e São Miguel. Em 1829, São José recebeu o primeiro núcleo de colonização alemã do Estado. O rápido desenvolvimento, aliado ao aumento populacional e poder econômico, fez com que em 1º de março de 1833, através da Resolução do Presidente da Província, Feliciano Nunes Pires, São José passasse de freguesia a vila. Em 3 de maio de 1856, através da lei Provincial nº 415, foi elevada à cidade.

Pois é, mas em 19 de março de 1950, um rapaz da Ponta de Baixo, oleiro por profissão, então com 22 anos, conheceu uma mocinha, então com 17 anos, nascida onde hoje é a sede do município de Alfredo Wagner. Provavelmente eles já teriam se visto quando bem crianças, pois seus pais negociavam entre si. O pai do rapaz tinha olaria de louças de barro, na Ponta de Baixo, e o pai da moça era carroceiro, transportando bens e mercadorias entre a serra catarinense e o litoral.

Ao final de uma solenidade na frente do então Theatro Adolpho Melo, eles foram apresentados.

E deles, viemos nós. Nascido na Ponta de Baixo, em casa (com a parteira Dona Diba), vim ao mundo sete anos depois.

Vivi minha infância em São José, vendo os jogos do Ipiranga, tomando água na “carioca”, vendo meu pai fazer louças de barro e minha mãe ganhando a vida como costureira.

E tenho muito orgulho dos dois!

Estudei na primeira turma do Coléginho São José, com a diretora “tia” Hermelinda Bianchini. Inicialmente o coleginho era no segundo piso de um sobrado ao lado do bar do “seo” Vino, na quadra da Igreja Matriz.

Tive uma infância um pouco complicada, família de pouquíssimos recursos financeiros e com alguns problemas de saúde: bronquite, asma e outros.

Mas foi uma infância feliz, com minhas duas irmãs, Lúcia e Dulce e, depois, com a chegada do mano Gilberto.

Estudamos muito (todos nós), trabalhamos e crescemos.

Hoje,tenho muita saudade da São José de minha infância e adolescência. De pegar siri na praia, de pescar de caniço na “cadeira” e na “lage” (essa linguagem só os manezinhos da Ponta de Baixo vão entender... rsrsrs...).

Dos domingos de futebol na Praça, com o Ipiranga jogando – Valério (meu padrinho), Telmo, Ito, Ceceu, Perácio, Mario Santos, Mario Rila, Vilson e os “jovens” Zé Jaime, Capota e tantos outros craques que vi jogar por lá.

Estava sempre nos jogos, pois meu pai era árbitro (na época, juiz de futebol);

Saudade das matinèes no “Cine Rajá”, do “seo” Arnaldo Souza, sempre sorridente e atencioso, onde trocávamos gibis antes do filme.

Saudade de brincar com os amigos, de ir a aula no coleginho, das professoras e professores inesquecíveis (Sônia Sandin, Eliete Gerlach, Ana Maria, Walter Gerlach, Marlene, dona Lígia e da “tia” Hermelinda). De queridos colegas de aula que de há muito não vejo.

Depois, na adolescência e início da juventude, dos bailes no 1º de Junho, do “Clubinho”, que marcou demais minha vida.

Até das figuras folclóricas que por lá viviam, aqueles “anjos tortos” que toda cidade do interior tem, como o “seo” Pedro Machado, que ameaça correr atrás das crianças com uma faca, quando inticávamos com ele chamando-o de Ma-ééé-co!

Como se ele fosse machucar alguém!

Do “seo” João Pretinho, na praça, sempre com um sorriso nos lábios e um “copo de cana” na mão, sem saber se era o último de ontem ou o primeiro de hoje. Tinha o Parreira, o Capitão da Banda, a Maricota e o Vão.

Nem sei se nas cidades do interior ainda existem esses folclóricos, que se praticassem algum mal alguém seria somente a eles mesmos.

Saudades da Praça, onde tinha uma palmeira com um furo no tronco (diziam que era fruto de um tiro de canhão, disparado da região da base aérea, na revolução de 1930). Tempos atrás passei por lá, para ver a palmeira, mas ela não mais existe, assim como o campo do Ipiranga e muitas outras coisas e pessoas, que o tempo levou.

Tenho saudades até de coisas como a procissão de Corpus Christi. Não do evento em si, mas de ver a decoração das ruas, onde o Plínio Verani (Júnior) desenhava verdadeiras obras de arte, que o Padre e sua comitiva pisoteavam depois (irc!).

Saudade das louças de barro, moringas, potes e alguidares.
De comprar as coisas na venda do “seo” Bejo e no bar do “seo” Pedrinho. De ver os pombeiros fazendo o som indicativo de suas passagens, soprando em um pequeno chifre de boi. Pombeiros eram os atravessadores (pobres) que compravam o peixe dos pescadores e saiam vendedo-os de casa em casa, de carrinho de mão ou de carroça.

Por falar em carroça, saudade da “carroça do padeiro”. Os padeiros vendiam os pães levando-os nas casas em pequenas charretes, com uma caixa para transportá-los. Melhor que o pão era o cheiro dos mesmos, passando por nós. É um dos cheiros de minha infância.

Saudades de uma época inesquecível, onde deixei muitas raízes.

Parabéns São José. E parabéns aos josefenses!

Mesmo sabendo que, hoje, a cidade se descaracterizou. Em nome do desenvolvimento, muitas coisas foram mudadas. A região da Praça, antigamente centro político-administrativo-social do município, hoje é chamada de centro histórico.

A característica do povo josefense, de sempre receber de braços abertos aos forasteiros, provocou alguns danos. Muitos, sem nenhuma identificação com a cidade, chegaram, cresceram e se elegeram para cargos políticos de destaque. E descaracterizaram completamente o lugar, tirando de lá os órgãos públicos e pouca coisa dando em troca.

Mas, a história é grande demais para ser alterada!

Viva São José da Terra Firme!








Fotos:

http://saojose-santacatarina.blogspot.com.br/MENEZES (Servidor público inativo, historiador e adesguiano/SC - Editor do Boletim Informativo CURUPIRA)