quarta-feira, 30 de junho de 2010

ESTUPRO EM FLORIANÓPOLIS

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ESTUPRO EM FLORIANÓPOLIS
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Ontem, segunda feira, 29 de junho de 2010, nossas caixas de e-mails foram inundadas por muitas mensagens a respeito de fato terrível que aconteceu em nossa cidade: um estupro protagonizado por dois (ou três) meninos de 14 anos, cuja vítima foi uma menina de 13 anos.
E, segundo as mensagens, com requintes de crueldade, como se o estupro em si só já não fosse algo por demais cruel (segundo as mensagens, houve, inclusive, a utilização de um controle remoto de TV).
Ainda segundo essas mensagens, que estão divulgadas em vários blogs da região, o “líder” da história é filho de um dos dirigentes proprietários do maior conglomerado de mídia do sul do país, o que por si só explica o fato da mídia não estar divulgando.

Inicialmente pensei tratar-se de mais uma das “lendas urbanas” da internet, criadas por desocupados e criminosos com o único objetivo de causar transtornos e polêmicas.
Infelizmente parece que realmente ocorreu: em um shopping da cidade, próximo da principal avenida de Florianópolis.
Ao que parece, os meninos e a menina, ex-namorada do “líder”, se encontraram no shopping. Depois se dirigiram à casa da mãe do tal, nas imediações, onde o fato ocorreu.
A história em si está em: http://www.tijoladadomosquito.com.br/, o “Blog do Mosquito”, bastante conhecido em nossa região.

Amigos, o fato em si é lamentável.
Principalmente porque sabemos de outros casos graves que ocorreram em nossa região envolvendo indivíduos de famílias importantes em nossa sociedade e que não foram devidamente apurados e punidos.
A justiça muitas vezes é relativa, embora muitos nobres e honestos indivíduos do judiciário não concordem. É que nós, mortais comuns, sempre esperamos que a justiça faça justiça. E como em qualquer segmento da sociedade, também no judiciário, existem indivíduos sem escrúpulos, ficamos decepcionados com o que vemos e ouvimos.
Será que algum parlamentar vez alguma declaração sobre o fato, muitos deles que vivem atrás de factóides para se promoverem na mídia?Porém, que não se cometa injustiças. Talvez os mais velhos ainda se lembrem da Escola de Base, em São Paulo, nos anos oitenta!

E outra coisa: as mensagens falam que os envolvidos são alunos do Colégio Catarinense, tendo, inclusive, sido postada uma carta apócrifa de “mães de alunos do Catarinense”, tecendo críticas e acusações ao colégio em função do acontecido.
Não sei da intenção dessas “mães”, porém os envolvidos não são alunos do colégio.
Não tenho nenhum vínculo com o Catarinense, além do afetivo. Como ex-aluno e ex-professor desta instituição, lamento que se tente aproveitar de fato tão lamentável para denegrir a imagem do mesmo.
Claro que desde sempre estudaram no Catarinense alguns “malas” da sociedade. Mas as lembranças que trago de lá são maravilhosas. E eu era aluno-bolsista, pertencente à uma classe econômica muito baixa. E nunca me senti discriminado pela direção, professores, funcionários e maioria absoluta dos colegas.
Além do que, um fato terrível como esse é de responsabilidade das FAMÍLIAS, não da ESCOLA.
Infelizmente a instituição família está em desuso e espera-se que a escola EDUQUE o indivíduo. Não é por aí!
Como educador percebo cada vez mais que as coisas estão ficando complicadas, em função da extinção da instituição família. E não estou falando de famílias de pais separados, pois existem pais separados (não é o meu caso) que convivem muito mais e melhor com os filhos do que pais que vivem juntos. É a extinção dos valores familiares, das noções de certo e errado.
Uma parte significativa de pais e mães são totalmente omissos em relação à educação dos filhos, achando que os valores materiais que proporcionam podem suprimir a falta de amor, de presença em suas vidas, de impor limites e obrigações. E então procuram achar "inimigos comuns" com os filhos, que pode ser a escola, o professor, o amigo ou até mesmo a ex-namorada.
Não posso afirmar que o citado estupro tenha realmente ocorrido, talvez, como já disse, isso seja mais umas das "lendas urbanas" da internet. Porém, se é verdade, tem de ser cobrado. Judicialmente e, também, pela sociedade civil organizada.
Que se proteste pelo fato de que os meios de comunicação não estão divulgando o acontecimento. Embora uma empresa detenha quase um monopólio, existem alternativas de comunicação.
E boas!
O que não se pode fazer é ficar omisso em relação à esse tipo de acontecimento.
Não se pode ficar esperando que a "água bata em nós" para achar que é hora de tentar fazer o barco não afundar.
A sociedade civil organizada tem de reagir.
E as autoridades, como se posicionam? Ficam esperando o que? Por que não divulgam suas ações em relação à situações desse tipo?
Temos de reagir, de uma forma ou de outra, punindo se isso não passar de uma descarada mentira e, evidentemente, punindo se for verdade.
Abraço a todos.

Edson Osni Ramos (Cebola – professor de física e educador)
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2 comentários:

Hivellyse Rodrigues disse...

Senhores pais de alunos e comunidade:



Como é do conhecimento dos senhores pais de alunos e da comunidade, estão sendo veiculados pela internet e atribuídos ao Colégio Catarinense uma série de fatos e situações. Fatos gravíssimos, não só pelo seu aspecto criminal, como pela tentativa de atingir a imagem desta instituição de ensino.



As inverdades veiculadas pelo “grupo de mães”, escondidas no anonimato, ao acusar irresponsavelmente o Colégio Catarinense, parece que tem o intuito de denegrir uma imagem construída durante mais de um século, com imensuráveis serviços prestados à educação de crianças e jovens de Florianópolis e Santa Catarina. O fato principal, fora do alcance do Colégio, envolveu adolescentes que não são seus alunos. Repudiamos a covarde acusação e esperamos que as autoridades tragam à luz os fatos e a verdade.



O Colégio Catarinense manifesta à família da adolescente, vítima deste triste episódio, sua solidariedade. Aos pais de nossos alunos, o colégio confirma o compromisso de continuar educando para valores humanos e cristãos, disponibilizando para isso recursos humanos, didáticos e materiais adequados.



Mais uma vez, esta Instituição de Ensino agradece a solidariedade e a confiança.



Atenciosamente.



Direção Geral

helena priori disse...

Este caso do estupro não é lenda, vi ontem na Record uma reportagem completa.ISSO É UM ABSURDO,se fosse um filho de classe média ou pobre do morro, já estaria preso e condenado.VAMOS CONTINUAR DIVULGANDO E ENCAMINHANDO O EMAIL QUE CONTA TODO O CASO!!!